Bule “Terma”
de Stig Lindberg

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A formação da Swensk Form – Sociedade Sueca de Artes e Ofícios – em 1845 surge como salvaguarda da qualidade da produção artesanal semi industrial, numa altura em que a indústria começava a reduzir a qualidade da sua produção em nome da quantidade. Cria-se assim a primeira sociedade de designers que juntos procuram combater a precária imitação de antigas formas de luxo acopuladas à produção em massa. Como resultado começa a emergir um nova visão entre os designers suecos: simplicidade, minimalismo e funcionalidade com vista à sua democratização pela garantia de uma alta qualidade, acessível a todos.

O Moderrnismo instala-se, e em toda europa se consolida uma visão dominante de um minimalismo que se faz contido, frio e metálico.

Em meados dos anos 50, o funcionalismo esacndinavo demarca-se pela criação de objectos práticos, inspirados pela natureza, na tentativa de satisfazer as necessidades emocionais das pessoas .

É neste contexto que, entre os anos de 1955 e 1979, a empresa Gustavsberg produziu a série “Terma”, criada pelo designer sueco Stig Lindberg. Esta série foi apresentada na Exposição Internacional de Helsimburgo em 1995 complementada por uma outra linha – Spisa Ribb – criada pelo mesmo autor, na altura o director artístico da empresa.

Gustavsberg, uma fábrica com mais de trezentos anos, tinha sido vendida em 1937, à KF (Kooperativa Förbundet). A cultura cooperativa fortemente inspirada pelo socialismo foi definitiva na modelação do estatuto de designer. Wilhelm Kåge, anterior director artístico, tinha então introduzido o “sistema de estúdio” na fábrica possibilitando a exploração criativa não comercial dos designers, encorajando também Lindberg a estudar em Paris e Dinamarca. Estas experiências permitiram-lhe adoptar uma atitude descomplicada, natural e de certa forma primária.

 “Terma” foca-se em soluções práticas para problemáticas sociais. Lindberg retoma uma velha ideia lançada pelo anterior director artístico Wilhelm Kage com a série “Pyro”: louça cerâmica que fosse adequada para cozinhar e também servir.  Uma economização de tempo e equipamento.

Mas “Terma” foi ainda mais adiante nesta ideia. Para além de resistente à chama, é também resistente ao choque térmico, suportando assim a temperaturas tão distintas como a do fogo e a da água corrente. Esta característica é-lhe concedida pelo desenvolvimento de um novo material cerâmica produzido pela Gustavberg em conjunto com a a AGA (companhia sueca de gás).

Esta linha, a mais depurada e naturalista do autor, apresenta um acabamento castanho e é constituída por vários elementos, entre eles frigideiras, pratos, panelas e jarros, tornando-se rapidamente o standard da cerâmica térmica na Suécia.

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Este bule, é talvez a peça desta linha que denota uma influência mais demarcadamente tradicional, com um cunho muito orientalizado: pega em cana termo-moldada e um orifício na bica, esta com o intuito de solucionar o “efeito bule” – incomodo escorrer da água em alguns bules devido à hidro-capilaridade que mantém o liquido em contacto com o material assim que sai da bica.

O melhor de tudo isto é encontrar estes achados por 2.50€ numa loja de segunda mão. =)

REFERÊNCIAS
wikipedia.org/wiki/Terma_(servis)
www.designaddict.com/atlas/designers/Stig-Lindberg
www.swedishdesign.org/Classic/The-history-of-Svensk-Form/Svensk-Form-/
www.filmarkivet.se/sv/Film/?movieid=35
svenskform.se

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2 Comentários

    • Hugo Dunkel

      Foi na Rua do Almada, na loja do senhor Silva, como é conhecida, entre a Rua Ricardo Jorge e a Praça da Républica. do lado esquerdo, quem sobe.

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